Secretaria de Evangelizacao

Levando ajuda e a palavra de Deus a todos os povos

Webdoor_6

Artigos & Reflexões

O Processo de Plantação de Igrejas I

2008-11-05 12:45:00

D5288ecef598d2323e58c1e0c00418f2

O processo de Plantação de uma Igreja

Plantar Igrejas não é tarefa das mais fáceis. E Plantar uma Igreja no século XXI tem suas especificidades como necessidade de contextualização e também algumas quebras de paradigmas. E como bem diz um ditado popular: “as coisas fáceis já foram feitas e restam agora as difíceis”. É bom vivermos com desafios, e plantar Igrejas é um ótimo desafio para todos nós.

A maioria de nós (membros de uma igreja local, lideres ou pastores) não está envolvida diretamente em um processo de plantação de uma Igreja. Ou, quando estamos, temos muita dificuldade de pensar como é um bom processo de formação de uma nova Igreja. Mesmo que esta afirmação seja de forma generalizada, e sendo assim, injusta para quem tem feito bons trabalhos, é por outro lado a realidade para muitos de nós.

Um bom questionamento é: Como seria um processo de plantação de uma Igreja que se aproxime ao máximo de uma excelência? A resposta não é tão simples e há a necessidade de dizer que somos aprendizes nessa área. O que importa é compartilhar o que é aprendido. E à medida que amadurecemos, realizamos melhor os trabalhos.

Refletindo, portanto, sobre o processo, defrontamos com os primeiros desafios, enumerando-os temos: (1) Necessidades de Recursos Financeiros; (2) Necessidades de obreiros com perfil de plantador (vocacionados e bem treinado); (3) Boa estratégia de expansão missionária; (4) Plano de Plantação da Igreja; e (5) Processo saudável de acompanhamento/mentoria do novo trabalho. Vejamos com um pouco mais de detalhes esses desafios:

(1) Necessidades de Recursos Financeiros – Todos nós sabemos que os recursos são poucos frente às necessidades de novas igrejas no Brasil. O que devemos pensar é como ser bons mordomos do que temos em mãos. Um processo saudável para levantar recursos é o estabelecimento de parcerias. Podemos fazer muito mais quando Sínodos, Presbitérios e Igrejas Locais decidem juntos sobre Plantar Igrejas e assumir os desafios financeiros. Para tal, precisamos alinhar o foco de onde plantar igrejas e agir. Cada local tem uma característica e importa reconhecer que há locais cujos custos são maiores que em outros.

(2) Necessidades de Obreiro com Perfil de Plantador – No tempo em que estamos vivendo temos poucos obreiros (as) que têm por certo que seus chamados são para iniciar novas Igrejas. Nem todos os chamados são iguais, há a necessidade de entender que existe quem tem o perfil de plantador e outros não. Quando procuramos por um obreiro há sempre dificuldade em encontrar bons perfis para o processo. Há a necessidade de mais pessoas se levantar e assumir os desafios de plantar igrejas. Esse processo começa nas Igrejas locais e segue as etapas de apresentação ao presbitério, treinamento e envio ao campo. Quem sente-se desafiado precisa ir adiante, a obra precisa de mais obreiros e cada vez mais capacitados.

(3) Boa estratégia de Expansão Missionária – Precisamos ser bons mordomos dos recursos e pensar, estrategicamente, como chegar à maior quantidade de locais possíveis. Para isso é preciso definir cidades chaves. Cidades que possibilitarão a expansão para outras cidades. Para melhor entender estrategicamente pensemos em dois tipos de cidades em uma região metropolitana: (1) a cidade principal da região metropolitana; e (2) uma cidade periférica da região metropolitana mas que tem uma família Presbiteriana Independente. A cidade (1) é altamente influenciadora na sua região e a cidade (2) dependente da cidade (1). Nesses casos, onde, estrategicamente plantaríamos uma Igreja a fim de alcançar toda a região?

(4) Plano de Plantação de uma Igreja – Diz-se com muita propriedade: “As coisas que se falam passam, mas as que se escrevem permanecem”. Escrever o Plano de Plantação de uma Igreja é muito importante. A elaboração de um Plano de Plantação auxilia análise do que vamos empreender. E na elaboração do Plano é que pesquisamos, mapeamos, estudamos e tomamos as decisões práticas de como serão os trabalhos. O que não pode faltar em um Plano de Plantação é: a) Pesquisas detalhadas para definir o local estratégico; b) caracterização do local; c) justificativas; d) objetivos; e) metodologia de trabalho; e f) o plano financeiro.

(5) Processo saudável de acompanhamento/mentoria do novo trabalho – Todo novo trabalho de plantação deve ter liderança sobre si. Esse processo ajudará ao obreiro em não perder o foco no campo missionário. O obreiro está indo ao local especificado com um objetivo e é necessário que esse seja cumprido. É bom que o acompanhamento se estabeleça nas áreas pessoal, ministerial do obreiro e dos trabalhos de plantação. O acompanhamento/mentoria auxiliará consideravelmente o processo de plantação.



Como mencionado anteriormente, todos estamos aprendendo como deva ser um bom processo de Plantação de uma Igreja. Precisamos ter a humildade necessária para reconhecer onde podemos melhorar e seguirmos na caminhada de um povo que anseia cumprir sua missão evangelizadora.



“Afirmo a vocês que eles fizeram tudo o que podiam e mais ainda. E, com toda a boa vontade.” II Coríntios 8:3





Fonte:
Marcelo Custodio de Andrade