Levando ajuda e a palavra de Deus a todos os povos
No artigo anterior foi feita uma introdução ao processo de Plantação de uma Igreja ressaltando-se cinco desafios primários ao processo. Neste, quer-se desenvolver o assunto financeiro, ponderando detalhes relevantes.
Os pontos que tocam o desafio financeiro são: (1) Quanto é necessário para plantar uma igreja; (2) Como levantar esses recursos; (3) Como fazer uma boa gestão financeira de Projetos.
Em um Processo de Plantação de Igrejas, a necessidade financeira depende do local e do perfil do trabalho onde irá ser iniciada a nova Igreja. Do local por que, como bem sabemos, há diferença no custo de vida dependendo da região e/ou cidade; por exemplo: o aluguel de uma casa de 2 dormitórios na cidade de Franca – SP esta em torno de R$ 600.00, já em Coari – AM a mesma casa está em torno de R$ 2.000.00. Quanto ao perfil, dependendo do público alvo precisa-se de mais ou menos recursos, como é o caso em trabalhos de periferia de uma cidade ou em uma região de classe média alta; nesses casos temos diferença no valor do aluguel, nas necessidades de ferramentas e nos materiais a serem utilizados.
Assim, ao pensar o desafio de quanto é necessário para plantar uma igreja precisamos fazer uma pesquisa de custo de vida na cidade e no local específico. Para algumas cidades pesquisadas no estado do Rio Grande do Sul, por exemplo, o valor para o primeiro ano de trabalho gira em torno de R$ 60.000,00, sendo em média, R$ 5.000,00 por mês. O que estão inclusos nesse valor? As necessidades estão organizadas em:
(1) Despesas com o Local de encontro - uma sala em um hotel ou um salão pequeno, manutenção do espaço e a possibilidade de se precisar de mobília;
(2) Recursos para o Campo – Equipamento de som, kit multimídia (dependendo do publico alvo), instrumentos musicais, base de dados estatísticos;
(3) Material de divulgação – Folders, Cartazes e outros materiais para divulgação do trabalho;
(4) Equipe de trabalho – Sustento dos obreiros, moradia e a mudança para o local.
Tem-se, portanto, que os gastos no primeiro ano são maiores que nos demais anos, pois o obreiro estará iniciando os trabalhos no local. A partir do segundo ano a tendência é que o valor anual seja inferior, e para esse mesmo local, tem-se o valor de aproximadamente de R$ 40.000,00 no ano, sendo uma média mensal em torno de R$ 3.500,00.
O segundo ponto do desafio financeiro é como levantar esses recursos. A melhor maneira de cumprir essa missão e a realização de parcerias. O Cristianismo é chamado pela Palavra a viver a comunhão e a partilha. Da mesma forma é para a Plantação de Igrejas. Pensando no valor mensal citado para o primeiro ano dos trabalhos (R$ 5.000,00), esse valor dividido em 5 parceiros tem-se R$ 1.000,00 para cada. Partilhado em 10 parceiros, cada um contribuirá com R$ 500,00, e assim por diante, quanto mais parceiros, menores contribuições particulares. Portanto, a melhor forma de levantar esses recursos é estabelecendo parcerias. Por essa razão é necessário ter-se o projeto por escrito, definindo o melhor local, os objetivos, as justificativas, e a necessidade financeira.
O terceiro ponto é a boa gestão dos projetos. Há grandes dificuldades em se estabelecer parcerias. Esse problema, em geral, está enraizado na gestão de projetos já existentes. Quando não se estabelece parcerias, uma Igreja local ou um Presbitério assume todos os ônus financeiros do projeto, dificultando a participação em outras Plantações de Igrejas. Há de se pensar os projetos existentes, em como trabalhar a questão parceria. Importante ter claro o que necessita ser investido em cada etapa do projeto e realizar a devida prestação de contas.
Outro fator importante é o trabalho para que esses projetos se tornem auto-sustentáveis em pouco tempo. Alguns projetos não prevêem que a comunidade que está sendo formada deve estar assumindo os desafios financeiros que o trabalho exige, tornando-se a parceira principal. Esse fator permitirá uma formação saudável da Igreja, uma vez que será formada com maturidade ao passo que entende o seu desafio, e não uma eterna dependência de recursos dos que iniciaram.
Concluindo os pontos do desafio financeiro, deve-se pensar que a participação em mais de um projeto é uma gestão saudável e boa de projetos, uma vez que permite a expansão missionária em vários lugares. A Igreja local é a maior beneficiada. Aprenderá com a diversidade que cada nova Plantação trás, com os desafios de cada realidade. A igreja é edificada ao estar participando de vários projetos. A visualização dos vários projetos é agradável e inspiram a continuidade de compromissos financeiros, pois está sendo cumprida a missão de ir por todos os povos.
“Afirmo a vocês que eles fizeram tudo o que podiam e mais ainda. E, com toda a boa vontade.” II Coríntios 8:3
Fonte: Marcelo Custodio de Andrade

