Secretaria de Evangelizacao

Levando ajuda e a palavra de Deus a todos os povos

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Quem somos - História

A Secretaria de Missões da Igreja Presbiteriana Independente tem suas bases iniciais estruturadas na própria história do estabelecimento da denominação no país. Em 08 de agosto de 1859 desembarcava no Rio de Janeiro Ashbel Greem Simonton, o primeiro missionário enviado pela Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos, para plantar a semente do presbiterianismo nas terras do Brasil. Uma Igreja que nascia como fruto de uma visão missionária e uma Igreja que se tornasse um agente proclamador das Boas Novas do Evangelho, esse era o sonho do jovem e pioneiro obreiro da causa de Cristo Jesus.

Comprometido com essa mesma visão, Eduardo Carlos Pereira, um dos primeiros líderes nacionais de expressão no presbiterianismo, elaborou em 1886 o Plano de Missões Nacionais, o qual previa entre vários aspectos a expansão da Igreja pelo vasto território brasileiro.

Com o surgimento da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil, em 1903, o espírito missionário continuou presente. Foi criada a Comissão de Missões Nacionais e, mais tarde, as Missões Presbiteriais. Ambas trabalharam com muita dedicação e entusiasmo, porém com grandes dificuldades, pois os recursos eram poucos, diante dos grandes desafios.

Mais avante, vozes como as de Nicola Aversari, Luthero Cintra Damião e outros começaram a se levantar no final da década de 40 e assim, em 1951, o Sínodo da IPI do Brasil resolveu organizar a Junta de Missões, uma das mais antigas organizações missionárias no Brasil. Mesmo com limitações e sem o apoio desejado, a Junta de Missões procurou responder ao seu tempo e, em 1955, enviou à campo seu primeiro missionário: o Rev. João de Godoy, que foi para Manaus. Em 1956, substituiu-o o Rev. Mário de Abreu Alvarenga. Tais obreiros foram os pioneiros e, ao lado do Rev. Silas Silveira (em Brasília), por anos a fio, foram os únicos obreiros que a IPI mantinha em campos missionários. Foi um período de grande dedicação desses homens e de suas famílias, sem que a Igreja  tivesse um envolvimento maior com missões.

É importante destacar dois casos, na seqüência dos fatos acima descritos:
A IPI do Jabaquara, em São Paulo, constituiu, no ano de 1961, o “Fundo Missionário Antioquia”, que sustentou vários obreiros da IPI na Missão Caiuá, no Mato Grosso.

Na década de 70, com a participação ativa do Rev. Ryoshi Iizuka, deu-se um despertar missionário em nossa Igreja, com a Junta de Missões passando a agir mais corajosamente em relação às fronteiras inalcançadas. Campos pioneiros no Centro-Oeste, no Norte e Nordeste foram abertos e o número de missionários cresceu. De qualquer forma, isso acontecia em virtude da dedicação de um homem, mais do que em função de uma Igreja devidamente envolvida. As sucessivas diretorias da Junta não realizavam mais porque a IPI não tinha missões como uma de suas prioridades.
Então, na década de 80 a IPI do Brasil passou por um processo de reorganização administrativa e a antiga Junta de Missões passou a se chamar Secretaria de Missões. Instalada nas dependências do Seminário Teológico de Londrina - Paraná, em 1985, a Secretaria de Missões recebeu do, então chamado, Supremo Concílio, as seguintes responsabilidades: elaborar, administrar, estruturar e dar expressão ao trabalho missionário da denominação, atuando entre grupos marginalizados, implantando novas igrejas e estabelecendo parcerias com presbitérios novos ou enfraquecidos. Os primeiros Secretários Executivos, Reverendo Paulo de Melo Cintra Damião e Mathias Quintela de Souza, tiveram papéis fundamentais no início das atividades da Secretaria.

Foram realizadas duas consultas missionárias e um congresso nacional de evangelização, sendo que a 2ª Consulta Missionária, realizada em Londrina, em 1992, foi a de maior amplitude, e gerou importantes reflexões e resultados para a caminhada missionária da IPI do Brasil. Como fruto daquela Consulta, publicou-se o livro “Paixão Missionária”. Ainda uma 3ª Consulta foi realizada em 1996.

Fruto de todo este rico momento e preocupada com o planejamento das ações missionárias, surgiu o Plano Missionário Global  (PMG). Foi elaborado em 16 de janeiro de 1992 pela SMI e aprovado pela Executiva do então Supremo Concílio, a primeira edição do Plano Missionário Global (PMG), revisado em 1996, com a finalidade de nortear a caminhada missionária da IPI do Brasil. A importância disso está, por exemplo, no fato de que houve tempos em que alguém se apresentava à Secretaria de Missões com um projeto missionário pessoal, buscando apoio, moral e/ou financeiro. Como não havia uma “política” pré-estabelecida, apoiava-se projetos que não tinham nada a ver com a IPI do Brasil. Hoje o PMG orienta esse processo, de maneira que a SMI é que procura missionários para servir nos projetos denominacionais.

Outra preocupação surgida foi a do preparo dos missionários como obreiros não ordenados. Surgiram, então, os CTMs. Estabeleceram-se em Cuiabá, 1996; Natal, 1997, Florianópolis, 1998 e Campinas, 2003. Hoje, os CTMs existentes são os de Campinas e Natal e estão ligados à Fundação Eduardo Carlos Pereira.

Um dado importante também tem sido a cooperação missionária. Na verdade, a cooperação é uma necessidade entre as igrejas e organismos. Temos construído uma história de cooperação com Igrejas como a Presbiteriana dos Estados Unidos (PCUSA) com missionários cedidos para as áreas de diaconia, educação teológica e treinamento de missionários. Recebemos apoio financeiro também para projetos em frente missionárias, como o Projeto Sertão e o Projeto Tocantins. E, também, temos acordo de cooperação com a Igreja Presbiteriana da Irlanda. Também já contribuímos enviando missionários para paises da América Latina, como Chile e Venezuela.

Nosso presente
Atualmente, no âmbito da estrutura da denominação, a Secretaria de Evangelização é parte do Ministério da Missão, tendo um Secretário nomeado pela Assembléia Geral da IPI do Brasil. As funções práticas, a partir do Escritório, são desenvolvidas por um Gerente Administrativo-financeiro, um Coordenador Missionário e assistentes de acordo com sua demanda. Este grupo é responsável para estabelecer as diretrizes das atividades missionárias da Igreja, receber missionários, deliberar sobre abertura de novas frentes de trabalhos, entre outras responsabilidades, submetendo suas ações, planos e decisões ao Ministério da Missão.

Hoje a Secretaria conta com o envolvimento de mais de 220 pessoas trabalhando na maior parte dos Estados brasileiros. Atuam na implantação de igrejas; no ministério com grupos marginalizados; ministério de atendimento social e treinamento de novos missionários, e junto aos povos indígenas.
Alguns aceitaram o desafio de cruzar a fronteira do nosso país e estão servindo no ministério pastoral entre latino-americanos na América do Norte, com igrejas latino americanas, com outros grupos étnicos e com assistência social.

"A seara na verdade é Grande, mas poucos são os trabalhadores rogai, pois, ao Senhor da seara que mande mais trabalhadores para a sua seara." "A quem enviarei? Eis-me aqui envia-me a mim, Senhor"

Ser missionário é estar disposto a servir a Deus e ao próximo sem olhar as circunstâncias. É ter coragem de dizer envia-me Senhor. É estar disposto a entregar, de forma radical, sua vida para que os sinais do Reino de Deus sejam manifestados de maneira integral no mundo. Com esta visão e propósito, muitos irmãos e irmãs têm se dedicado na expansão do Reino de Deus, levando o evangelho, com uma proposta de Missão Integral, atendendo a pessoas nas necessidades espirituais e materiais. Ajudando a muitos em situações de desesperança. Atravessando o mato, de bicicleta, de moto, de carro ou a pé, a palavra de Deus tem sido levada pelos irmãos missionários.

Nossos Desafios
Ir pelo mundo e pregar o evangelho a toda criatura é mais que um desafio; é romper as barreiras de tempo, espaço, língua e cultura. É servir de instrumento nas mãos de Deus para alcançar todos os povos. Muitas vidas têm sido abençoadas com a palavra de Deus, mas o mundo ainda clama para conhecer a verdade e desfrutar plenamente do amor de Deus. Cada vez mais se tem procurado as grandes cidades como local de residência. A tendência mundial aponta para um mundo cada vez mais concentrado nas grandes cidades. As multidões São alvo do amor de Deus e devem ser também da Igreja.
A Igreja tem procurado realizar o trabalho missionário transcultural. Mas há muito que fazer. A obra é muito grande, faltam obreiros, é preciso disposição para sustentar. Ainda hoje suplicamos com o Senhor Jesus: "A Seara na verdade é grande, mas os trabalhadores são poucos, rogai, pois ao Senhor do Seara para que mande mais trabalhadores para a sua seara."

No decorrer da história os missionários têm sido reconhecidos pelo amor, dedicação e desprendimento. Contudo, há um custo para se manter a obra. É preciso investir na formação de novos obreiros. Missionários enviados para os campos sem preparo adequado implicará em muitas dificuldades para ele, sua família e também para o êxito de seu ministério. É preciso investir no sustento pessoal da família do obreiro. A idéia de que o missionário precisa "ir pela fé.", tem que ser mudada. Pois é óbvio que ele se dispôs ao trabalho do Senhor pela fé, mas a Igreja não deve obrigá-lo a passar todo mês preocupado em ter que esperar o sustento que poderá vir ou não. Não é possível um teste de fé todo final de mês. As famílias dos missionários precisam morar com simplicidade sim, mas também com dignidade; precisam de atendimento à saúde, e também de alimentar-se bem.
É preciso oferecer todo apoio aos que estão na fronteira missionária. Para isso é fundamental ter uma equipe para cuidar da divulgação, pagamentos, apoio logístico, supervisão, orientação de estratégias de trabalho e apoio pastoral, moral e espiritual das famílias missionárias. É preciso investir na compra de terrenos, construção de templos ou aluguel de salões, aluguel de residência, móveis, instrumentos, literatura, materiais evangelísticos. O que Deus espera de nós, enquanto cristãos, é disposição para amar, para aceitar desafios, para ensinar, para servir, para ir além das fronteiras sem olhar as circunstâncias. Enquanto estivermos acomodados, muitas injustiças estão sendo cometidas sem que a Igreja apresente uma mensagem de justiça num mundo injusto.
Sempre será possível se envolver de alguma maneira com missões:

  • Orando: Muitas vitórias experimentadas nos campos missionários são frutos da intercessão de fiéis cristãos que dedicam parte de seu tempo para orar pêlos obreiros e pêlos campos. Dediquemos ao Senhor nossos joelhos para orar!!
  • Indo: Isso pode ser para os lugares mais longínquos da terra ou no nosso contexto cultural, geográfico. Quão formosos são os pés dos que anunciam as boas novas. Dediquemos nossos pés para ir aonde o Senhor mandar!
  • Apoiando Financeiramente: Precisamos entender que é um privilégio especial que Deus nos dá de apoiar a obra missionária através do investimento financeiro. Esse é, sem dúvida, o melhor investimento de nossas vidas. Quando participamos contribuímos para que mais obreiros sejam enviados aos campos, para que pessoas conheçam a Cristo e com a restauração de muitas famílias. Dediquemos nossas mãos para ajudar.